Imagina se você chegasse às 23 horas da noite na porta de casa e quando você apalpasse os bolsos da sua calça não houvesse chave nenhuma ali. Você estava morrendo de vontade de tomar um banho e deitar-se, mas aí você perdeu a chave. Você andaria léguas em busca da chave reserva ou você sentaria e pensaria em tudo o que você fez durante todo o dia ?
Mas paramos e pensamos no cansaço, na preguiça, no desanimo e que a casa de um conhecido mais próximo é distante. Nessas horas acontecem coisas que só acontecem em filmes. O celular descarrega e qualquer possibilidade de você fazer uma ligação ao chaveiro foi eliminada. Os vizinhos não parecem ser simpáticos ao ponto de lhes fornecer um copo d'água. Nesse momento você pensa: "Por que eu sai da casa da minha mãe!" e as lágrimas começam a brotar nos seus olhos. Você não chora por tristeza, mas chora por raiva, impotência. Nem sempre podemos e iremos resolver todas as coisas.
Os primeiros resquícios de chuva começam a surgir e a primeira marquise encontrada será o seu abrigo. Você pensa que aquela foi a pior situação do dia e desejou nunca ter crescido, ter ficado criança para sempre, pois sempre que quando esquecêssemos as chaves nossas mães estariam em casa, sempre que chegássemos cansados haveria comida pronta e a nossa cama estaria limpa. Sente saudades da falta de tecnologia daquele tempo, que não vivia agarrado no celular, mas vivia andando de bicicleta, correndo, caindo, chorando e sendo criança.
As vezes são situações como essa que nos fazem refletir. Nos fazem sentir saudades e vontade de voltar ao tempo. Foi preciso de horas debaixo de uma marquise. A chuva parou e você foi andando devagar até a frente de sua casa. Bem em frente de casa, você sente um relevo debaixo dos pés e quando você olha, o que está ali ? Sim, a chave. Você não percebeu, mas em todo momento ela estava ali. Você se lembra que estava com o celular nas mãos e passou a mão no bolso, foi aí que ela caiu e você nem percebeu.
A chave fez você pensar e dar valor a pequenas coisas. A chave está debaixo dos seus pés.
Mostrando postagens com marcador acorda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador acorda. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 3 de março de 2015
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
O jeitinho brasileiro
É um jeitinho aqui
outro jeitinho ali
é assim segue a vida.
Cansada de tamanha hipocrisia
de toda a impunidade nos olhos da população.
Vemos aquilo que não nos satisfaz
repudiamos o mal vestido de bem.
O jeitinho brasileiro que o Brasil nunca teve
para tirar crianças das ruas
para saciar a fome dos necessitados
para reformar hospitais pra nossa gente.
Toma jeito Brasil!
O Brasil é meu, é seu, é nosso.
Toma jeito sociedade!
A mudança começa no meio da gente.
Cansamos do jeitinho, queremos um "jeitão".
Assinar:
Postagens (Atom)

