sempre que tivesse nublado
um dia propício para morrer
mas era melhor manter-se acordado.
A morte conversava comigo
era o meu melhor amigo
pois não via as minhas imperfeições
mas via em mim um ser humano digno.
A morte que adiava as suas visitas
começou a demorar mais
anunciou que só viria uma vez
UMA VEZ PARA NUNCA MAIS.
A morte veio no natal
combinei que sempre a faria rir
assim sua visita não me levaria mais
nunca mais embora daqui.
Foi assim por anos e vastos anos
até que um dia o cinza apareceu
o ar foi sumindo e a vista escureceu.
A minha última palavra foi um adeus.
Quando a morte veio
já era muito tarde
ela não vinha para me levar
mas ela vinha para rir de verdade.
Esse é o problema da dor. Ela precisa ser sentida.
GREEN, J.

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