Leia esse texto com esse som For The Cross
Qual é a dor de perder um filho ? Como seria você ver seu filho, o único filho, sangrando e sofrendo ? A incapacidade, a dor, a obsolescência vir e você não poder fazer nada. O amor estaria escorrendo pelas suas mãos e por mais que você tentasse, os seus dedos nunca se juntavam. Todos olhavam para você e a julgavam pela omissão, mas a culpa não era sua.
Quando Ele foi açoitado as dores refletiam em você e por mais que você se apoiasse em familiares,a dor a atraia para o chão. Os pregos nas mãos e nos pés Dele faziam com que você tivesse súbitos desmaios, mas quando o coroaram com a coroa de espinhos o seu corpo estremeceu e você caiu aos braços dos seus amigos. A sua incapacidade de agir e a multidão gritando faziam você chorar como uma criança, mas toda a dor parecia estar chegando ao fim.
Você o olhou e o viu balbuciando algumas palavras e foi nesse exato momento que começou a correria, os religiosos gritavam: "O VÉU SE RASGOU DE ALTO A BAIXO!". Sua mente estava um pouco confusa, mas você lembrou de tempos atrás, lembrou do livre acesso, lembrou das promessas e sua mente remeteu as palavras balbuciadas por ELE: "Está consumado!". Você estava caída no chão, quando os discípulos a carregavam pois já havia ocorrido uma série de terremotos, mas tudo isso era a glória Dele.
Ainda, aconteceria muitas coisas e o seu coração palpitaria muito mais. Levaram você para casa pois era preciso descansar.
Sacrifício ? Por mim, por você, por nós.
Mostrando postagens com marcador morte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador morte. Mostrar todas as postagens
sábado, 7 de novembro de 2015
quinta-feira, 30 de abril de 2015
A visita
A morte me visitava
sempre que tivesse nublado
um dia propício para morrer
mas era melhor manter-se acordado.
A morte conversava comigo
era o meu melhor amigo
pois não via as minhas imperfeições
mas via em mim um ser humano digno.
A morte que adiava as suas visitas
começou a demorar mais
anunciou que só viria uma vez
UMA VEZ PARA NUNCA MAIS.
A morte veio no natal
combinei que sempre a faria rir
assim sua visita não me levaria mais
nunca mais embora daqui.
Foi assim por anos e vastos anos
até que um dia o cinza apareceu
o ar foi sumindo e a vista escureceu.
A minha última palavra foi um adeus.
Quando a morte veio
já era muito tarde
ela não vinha para me levar
mas ela vinha para rir de verdade.
sempre que tivesse nublado
um dia propício para morrer
mas era melhor manter-se acordado.
A morte conversava comigo
era o meu melhor amigo
pois não via as minhas imperfeições
mas via em mim um ser humano digno.
A morte que adiava as suas visitas
começou a demorar mais
anunciou que só viria uma vez
UMA VEZ PARA NUNCA MAIS.
A morte veio no natal
combinei que sempre a faria rir
assim sua visita não me levaria mais
nunca mais embora daqui.
Foi assim por anos e vastos anos
até que um dia o cinza apareceu
o ar foi sumindo e a vista escureceu.
A minha última palavra foi um adeus.
Quando a morte veio
já era muito tarde
ela não vinha para me levar
mas ela vinha para rir de verdade.
Esse é o problema da dor. Ela precisa ser sentida.
GREEN, J.
sábado, 25 de abril de 2015
Sou humana
Descobri que sou humana. Sou suscetível a falhas e descobri que pessoas podem me machucar. Não sou nenhum tipo de heroína dos quadrinhos da Marvel e nem das telas do Bom dia & cia. Sou tão frágil e carente, sou tão fria e vertente, sou humana.
São as pequenas palavras que me fazem refletir e as pequenas atitudes que me fazem sorrir, descobri que posso odiar alguém sem ao menos me tocar e que posso amar somente no olhar. Me sinto morrendo todos os dias como se os meus sinais vitais estivessem sumindo aos poucos, sinto que os meus olhos se fecham de repente e as meus sentidos somem por instantes. Percebo que antes de dormir vago pela minha mente e vejo que sou humana. Não estou morrendo uma morte física, mas uma morte de mim, está uma linha tênue entre tudo isso.
Não sei se sou poema ou prosa;
Não sei se sou teoria ou ficção;
Não sei se sou covardia ou coragem;
Sei que não sou traição.
Sou humana de verdade e andando para a morte, para que renasça uma nova humana, talvez mais forte e com um pouco de sorte.Cuidem de mim, eu só sou uma humana no meio de muita gente estranha.
São as pequenas palavras que me fazem refletir e as pequenas atitudes que me fazem sorrir, descobri que posso odiar alguém sem ao menos me tocar e que posso amar somente no olhar. Me sinto morrendo todos os dias como se os meus sinais vitais estivessem sumindo aos poucos, sinto que os meus olhos se fecham de repente e as meus sentidos somem por instantes. Percebo que antes de dormir vago pela minha mente e vejo que sou humana. Não estou morrendo uma morte física, mas uma morte de mim, está uma linha tênue entre tudo isso.
Não sei se sou poema ou prosa;
Não sei se sou teoria ou ficção;
Não sei se sou covardia ou coragem;
Sei que não sou traição.
Sou humana de verdade e andando para a morte, para que renasça uma nova humana, talvez mais forte e com um pouco de sorte.Cuidem de mim, eu só sou uma humana no meio de muita gente estranha.
![]() |
| Os Retirantes - Cândido Portinari |
Marcadores:
365 dias,
acima de tudo,
amores,
fortalezas,
frágil,
humana,
inseguranças,
medos,
momentos,
morte,
poema,
prosa,
sensações,
solidão,
texto,
todos,
transformação,
vida
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Quando será o seu último suspiro?
Quando será o nosso ultimo suspiro ?
A gente nunca sabe dessas coisas
A gente as vezes suspeita disso
Não se preocupe viva enquanto você tem sorriso.
Não canse de amar
Não canse de dar abraços
Não canse de se importar
Não canse de se preocupar com o outro.
Você não sabe quando será a sua última vez de amar
Por isso ame, mas ame muito
Ame todos os dias como se fosse o último.
Chore, mas chore por coisas boas
Chorar limpa a alma
Chorar te desestressa
Chorar alivia um pouco.
Ore. Somente ore.
Agradeça e nunca peça demais
Ore. Somente ore.
Pois o melhor remédio que existe é orar.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
De repente
De repente é amor
De repente é sexta feira
Depois é final do mês
De repente é natal
Depois ano novo.
De repente é amor
De repente você terminou o lance
De repente encontrou alguém
De repente você já casou
Ou ficou solteirona
De repente nascem os seus filhos
Os filhos dos seus filhos
De repente nasce um bocado de gente.
De repente você envelheceu
De repente você percebe que não viveu
De repente você já morreu.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Voo do pássaro
Parecia estar normal
Clara e as crianças
sentados à mesa
numa noite de domingo.
Clara por dentro cansada
por fora feliz.
Clara por dentro escura
mas por fora um chafariz.
Não sabia até quando ia aguentar
era um fracasso andante.
Olhava-se no espelho e enxergava
uma mulher sem marido, alegria e nenhum amante.
Clara deitou as crianças
parecia uma despedida.
Tinha lágrimas nos olhos
e a mão tremia mais que a vida.
Subiu as escadas com a faca na mão.
Clara pensou em tudo, pensou no mundo
e na tamanha destruição.
Sentou-se na janela e não parava de pensar
amava as crianças, mas nada ia mudar.
Clara foi e apontou o voo.
Clara era como um pássaro só que não sabia voar.
Assinar:
Postagens (Atom)





